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Artigos sobre o transporte fretado corporativo — gestão, tecnologia, operação e cases reais.

Gestor operacional e estratégico: funções na gestão de transporte de colaboradores

  • Foto do escritor: Breno Gonçalves
    Breno Gonçalves
  • 1 de abr. de 2025
  • 6 min de leitura

Atualizado: 15 de jul.


Gestor de Mobilidade Operacional e o Gestor de Mobilidade Estratégico.


A gestão de transporte de colaboradores é um pilar indispensável para empresas que buscam eficiência logística, redução de custos e atração de talentos. Porém, quando faltam indicadores, definição clara de responsabilidades e integração entre áreas, surgem atrasos, custos elevados, baixa ocupação dos veículos e decisões tomadas com pouca visibilidade.


Um estudo da KPMG com 50 organizações brasileiras mostra que a gestão do transporte fretado está cada vez mais orientada por indicadores de custo, experiência do colaborador, sustentabilidade e melhoria contínua, evidenciando que a mobilidade corporativa passou a ser uma decisão estratégica dentro da empresa.


Para que essa operação funcione de forma eficiente, é necessário entender o papel de dois profissionais chave: o gestor de mobilidade operacional e o gestor de mobilidade estratégico. Embora trabalhem com a mesma operação, suas responsabilidades são bastante diferentes e complementares.


Neste artigo, você entenderá quais são as funções de cada profissional, como eles trabalham em conjunto e por que essa integração é essencial para uma gestão de transporte mais eficiente.



O que é um gestor de mobilidade?


O gestor de mobilidade é o profissional responsável por planejar, executar e monitorar as operações de transporte fretado e deslocamento dos colaboradores em uma empresa.


Em organizações com operações distribuídas, múltiplos turnos ou grande volume de colaboradores, esse profissional exerce um papel estratégico para garantir que o deslocamento aconteça com segurança, previsibilidade e eficiência. Sua atuação reduz impactos operacionais e contribui para decisões mais assertivas sobre custos e desempenho da mobilidade.


Essa função se divide em dois perfis:


Gestor de mobilidade operacional: foco na execução diária, pontualidade e resolução de incidentes.

Gestor de mobilidade estratégico: foco em inteligência de dados, negociação de contratos e visão de longo prazo.


O que faz o gestor de mobilidade operacional e o estratégico?


O gestor de mobilidade operacional cuida do dia a dia do transporte fretado (escalas, rotas em tempo real e imprevistos), enquanto o gestor estratégico foca no longo prazo (redução de custos, contratos e metas ESG). Juntos, eles equilibram e aumentam a eficiência da operação.


Tabela comparativa de funções entre gestor de mobilidade operacional e estratégico
Tabela comparativa de funções entre gestor de mobilidade operacional e estratégico


Gestor de mobilidade operacional: a engenharia na gestão de transporte de colaboradores


Ele é o executor da gestão de transporte fretado. Esse profissional garante que as viagens aconteçam exatamente conforme o planejado, minimizando riscos de atrasos e assegurando a conformidade do serviço.


Seu trabalho exige respostas rápidas, comunicação constante com operadoras e capacidade de adaptação diante de mudanças de última hora.


Suas principais atribuições são:


  • Desenho do trajeto básico: definir rotas, horários e pontos de embarque e desembarque.

  • Gestão de contingências:  mantém comunicação direta com motoristas e operadores para resolver imprevistos

  • Monitoramento ativo: acompanha o status de conformidade de horários e itinerários

  • Segurança e compliance: Fiscaliza a documentação das operadoras e os treinamentos dos motoristas.


Exemplo prático: Imagine uma indústria com três turnos e cerca de 900 colaboradores distribuídos em diferentes regiões da cidade. Após um aumento nas contratações, novos bairros passaram a concentrar um número significativo de funcionários. O gestor operacional reorganiza os pontos de embarque para atender essa demanda sem comprometer o horário de chegada das linhas existentes.



Gestor de mobilidade estratégico: foco em custos e metas ESG


Você sabia? Segundo o Benchmark de Fretado Corporativo da KPMG, empresas brasileiras estão ampliando o uso de indicadores de custo, experiência do colaborador e sustentabilidade para tornar a gestão do transporte mais eficiente e estratégica.

Enquanto a operação resolve os gargalos das próximas 24 horas, o gestor estratégico analisa os próximos meses e anos. Ele é o planejador. Esse profissional conecta a área de transporte à diretoria financeira e ao RH.


Esse é um perfil que acompanha a evolução do próprio mercado. Além de controlar custos, as empresas passaram a analisar indicadores como ocupação dos veículos, emissões de carbono, segurança e experiência dos colaboradores. Segundo levantamento da KPMG, esses fatores estão entre os principais critérios utilizados pelas organizações na gestão do transporte corporativo.


Suas principais atribuições são:


  • Validação de políticas corporativas: Estabelecer diretrizes de caminhabilidade máxima e metas de transição energética

  • Análise de KPIs de mobilidade: auditar métricas como custo por passageiro, taxa de ocupação e pegada de carbono

  • Sourcing e procurement: Liderar requisições de propostas e negociar contratos com operadoras

  • Inovação tecnológica:  Avaliar e implementar ferramentas de Mobilidade sob Demanda


Exemplo prático: Ao analisar os relatórios de ocupação e notar que 35% das linhas operam com metade da capacidade nas terças-feiras, o gestor estratégico migra rotas específicas para veículos menores, gerando economia imediata de combustível.


Quais indicadores cada gestor deve acompanhar na gestão de transporte de colaboradores?



Tabela de funções

Como gestores operacionais e estratégicos trabalham juntos


A separação dessas funções não significa isolamento. A eficiência surge quando ambos atuam de forma conjunta:


  1. O gestor estratégico analisa o orçamento e define a meta (ex.: reduzir custo logístico em 12% no semestre).

  2. O gestor operacional aplica a inteligência (ex.: define quais são as rotas ineficientes e otimiza lacunas de entrega de passageiros).

  3. Ambos alimentam o sistema com dados reais para ajustar o planejamento financeiro.


Dica Buus: Centralizar a operação em uma única plataforma de mobilidade evita falhas de comunicação. Quando o operacional atualizar algum dado, o estratégico recebe o reflexo disso em seu relatório de custos.


Quais benefícios uma gestão de transporte integrada traz para a empresa?


Quando essas duas frentes se equilibram, apresentam benefícios claros em três pilares fundamentais:


1. Satisfação e retenção de colaboradores (employer branding)

A previsibilidade do transporte fretado reduz o estresse do deslocamento diário. Aplicativos que exibem o tempo estimado de chegada geram transparência e melhoram a experiência do colaboradores, refletindo diretamente no clima organizacional. Estudos sobre mobilidade corporativa mostram que atrasos frequentes, falta de previsibilidade e dificuldades no transporte estão entre os fatores que contribuem para aumento do estresse, atrasos recorrentes e absenteísmo.

 

2. Otimização financeira estrutural

A eliminação de rotas ineficientes e controle de no-shows reduzem o desperdício de quilometragem rodada, gerando economia direta no custo por quilômetro.

 

3. Agenda ESG na prática

Além dos benefícios operacionais, o deslocamento casa-trabalho passou a integrar indicadores ambientais das empresas. O GHG Protocol classifica o deslocamento de colaboradores como uma importante fonte de emissões indiretas, tornando a gestão da mobilidade um componente relevante das estratégias de sustentabilidade corporativa. Com o suporte da roteirização inteligente, a emissão de gases de efeito estufa diminui, facilitando a emissão de relatórios de sustentabilidade auditáveis.



Tecnologia: a conexão entre a estratégia e a operação


Planilhas estáticas não dão conta da dinâmica de uma operação de transporte de colaboradores moderna. O uso de plataformas SaaS especializadas atua como a ponte que une os dois mundos:

  • Para a Operação: Oferece inteligência geográfica, automação de processos operacionais e alertas.

  • Para a Estratégia: Consolida dashboards analíticos, relatórios estruturados de emissões de CO2 ,  projeções de custos e simulações de cenários.


Uma plataforma especializada conecta gestores operacionais e estratégicos em um único ambiente de dados. Enquanto a operação acompanha viagens em tempo real, registra ocorrências e monitora embarques, a gestão estratégica visualiza indicadores consolidados, identifica tendências e toma decisões baseadas em dados históricos.


Quer descobrir onde estão as maiores oportunidades de economia e eficiência na sua operação? Fale com um de nossos especialistas e solicite um Diagnóstico de Mobilidade da sua operação e receba uma análise especializada sobre rotas, indicadores e oportunidades de otimização.



Perguntas frequentes


O gestor operacional define as políticas de transporte?

Não. O gestor operacional executa e acompanha a operação diariamente. As políticas normalmente são definidas pelo gestor estratégico em conjunto com RH, Facilities, Logística e a liderança da empresa.

 

O gestor estratégico precisa acompanhar a operação diariamente?

Ele deve acompanhar indicadores e resultados, mas não necessariamente a execução em tempo real. Seu foco está no planejamento, orçamento, melhoria contínua e tomada de decisões.

 

Quais KPIs são mais importantes para um gestor de mobilidade?

Os principais indicadores são:

  • taxa de ocupação

  • custo por passageiro

  • pontualidade

  • tempo médio de viagem

  • índice de ocorrências

  • satisfação dos colaboradores

  • emissões de CO₂


A taxa de ocupação é um dos indicadores mais relevantes da gestão de transporte de colaboradores porque revela se os veículos estão sendo utilizados de forma eficiente. Uma ocupação baixa aumenta o custo por passageiro, enquanto uma ocupação excessiva pode comprometer conforto, segurança e pontualidade.


Empresas eficientes costumam acompanhar esses indicadores continuamente para identificar oportunidades de otimização, renegociar contratos e melhorar a ocupação das rotas, reduzindo desperdícios operacionais.


Como a tecnologia ajuda esses profissionais?

Plataformas de gestão permitem acompanhar viagens em tempo real, automatizar roteirização, analisar indicadores, gerar relatórios e apoiar decisões estratégicas com base em dados confiáveis.

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